Rocha, lateral direito do G.E.Bagé

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Meu nome é Paulo Roberto Rocha, fui jogador do “seu Paulo” no Grêmio Esportivo Bagé. Guardo algumas fotos e recortes de jornais, que julgo seria interessante expor.

Descobri que foi feito um site em sua homenagem, e gostaria de colaborar.

Quem o conheceu, privou da sua companhia… Sabe da figura impar que foi Galego.

Fui seu capitão de campo durante muito tempo, cultivamos uma amizade bonita, que sempre me faz recordar com respeito e saudade.

Ele é sempre reverenciado aqui, e seus comandados sempre têm palavras de elogios e relembram com muita saudade sua passagem pelo Bagé.

Eu particularmente digo que ele muito me ensinou, tanto no profissional, como no pessoal. Tenho guardados até hoje na memória conversas tidas com ele, com certeza ele forjou minha maneira de jogar futebol e agir na vida. Sempre demonstrou muita amizade e carinho por mim, me aconselhando em todos os momentos. (ME EMPRESTAVA O CASACÃO E O BONÉ DELE, PARA EU IR AS AULAS NA FACULDADE DE EUCAÇÃO FISICA DURANTE O INVERNO)

Pedistes historias envolvendo teu pai… Têm muitas. Uma envolve teu nome indiretamente… Quando ele exigia mais empenho nos exercícios físicos, e fazíamos corpo mole, e reclamávamos…  Ele gritava que não iria afrouxar, pois não nos queria prá genro, e sim como jogadores bem preparados.

Nas terças-feiras,quando ele vinha de Pelotas,trazia sempre exercícios novos e que exigiam mais de nós. Sempre pensamos que era o teu irmão Luis Alberto (prá nós de apelido ARANHA) que devia ter-lhe ensinado. (parece que fazia Educação Física na época)

Éramos tratados como quase filhos por ele, tinham as broncas e brigas, mas sempre tratava de nossas doenças… Uma vez tive uma dor de garganta violenta, ele me cuidou a noite toda, pano embebecido no álcool na garganta e antibióticos na hora certa. Lembro que gozava com ele, pois o álcool havia manchado minha camisa… Ele retrucava dizendo que havia me salvado á vida.

Morávamos todos juntos na concentração, os solteiros e ele. Portanto nosso dia á dia era feito de muita gozação e provocação. Ele não deixava passar nada.

Levantar para tomar café… Arrumar a cama… Entregar o prato do almoço na cozinha… Sair do sol… Não comer pastel nas viagens… Não chegar depois das 23 h na concentração… Jogador barbudo e outras. Muitas vezes desarrumávamos a cama dele para cobrá-lo, se esquecia de entregar o prato… Logo vinha uma gozada nele.

Tempo bom… Todos sempre estávamos por perto dele. Eu fui muito bem quisto por ele, tirando o acordar cedo, arrumar a cama… Foi sempre muito flexível nos meus horários e treinamentos, devido aos meus compromissos na faculdade. O Bagé nunca mais foi o mesmo sem o Galego. Ele era uma figura marcante para nós, para o Grêmio Esportivo Bagé e para a cidade de Bagé.

É difícil esquecer o Galego… E sempre que posso relato fatos convividos com ele.

Como foi bom te-lo como treinador. Como foi bom te-lo como amigo, te-lo conhecido e partilhado da sua vida.

O tenho como exemplo de conduta correta e repasso aos meus filhos e alunos as muitas lindas e engraçadas histórias vividas com ele.

(Um abraço Galego… Um beijo “seu Paulo”.).

Fonte: ROCHA, Paulo Roberto. Rocha, goleiro do G.E.Bagé. E-mail enviado a sua filha em 2008.
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